CORDEL ATEMPORAL

Espaço para divulgação da Literatura de Cordel e da Cultura Popular Brasileira

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Presença de Lampião na Música e no Cordel

Por: Marco Haurélio


28 de julho de 1938. Nesta data, ocorreu a chacina de Angicos, onde, sem nenhuma chance de defesa, morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros. Virgulino Ferreira da Silva, o temível Lampião, é de longe o personagem mais biografado no cordel. Nenhuma outra personalidade histórica chama mais à atenção os vates populares. O mais famoso folheto sobre o Rei do Cangaço, A Chegada de Lampião no Inferno, de José Pacheco, já ultrapassou em muito a marca de um milhão de exemplares vendidos. Nele, a notícia trazida pela alma penada de um cangaceiro, um certo Pilão Deitado, dá conta da confusão dos diabos (sem trocadilhos) provocada pelo Capitão nas profundas. Eis o necrológio da capetada:

“Morreu a mãe de Canguinha,
O pai de Forrobodó,
Cem netos de Parafuso,
Um cão chamado Cotó.
Escapuliu Boca-Insossa
E uma moleca moça
Quase queimava o totó.

Morreram cem negros velhos
Que não trabalhavam mais
Um cão chamado Traz-Cá,
Vira-Volta e Capataz,
Tromba-Suja e Bigodeira,
Um cão chamado Goteira,
Cunhado de Satanás.”

O tema inspirou Tom Zé, que compôs A Chegada de Raul Seixas e Lampião no FMI, incluída no CD Jogos de Armar: Faça Você Mesmo (TRAMA, 2000), provando por A+B+F+M+I que a matriz do Inferno é por aqui mesmo. Uma amostra do furdunço causado pela improvável dupla de representantes do terceiro mundo:

“Chegaram na Casa Branca
Os dois de carro-de-boi
Tio Sam fugiu de tamanca
Ninguém viu pra onde foi

Wall Street fechou
A ONU não deixou pista
O presidente jurou
Que sempre foi comunista”

Esse reaproveitamento jocoso da imagem de Lampião era impensável quando o cangaceiro estava vivo. Antes do seu crepúsculo, o poeta Laurindo Gomes Maciel, seu contemporâneo, apela ao Governo que acabe logo com sua raça, prova de que nem todo mundo via Lampião como um Robin Hood que fez da caatinga sua Sherwood:

“Lampião é uma fera
Como todo mundo sabe.
Seu nome no Universo
Nãoterá mais quem o gabe.
Eu temo ele não me jure
Mas não há bem que ature
Nem mal que nunca se acabe. (…)

Virgulino Lampião,
Se achar meu verso ruim
Deus queira que o Governo
Brevemente dê-lhe fim
Falei somente a verdade
Lampião, por caridade
Não tenha queixa de mim.”

Agora, do gênio da cantoria, Otacílio Batista Patriota, este martelo agalopado, com mote conhecidíssimo e divulgado antes por Zé Luiz Jr., mostrando que mesmo o homem mais valente sucumbe aos encantos duma bela mulher. Ainda mais se ela se chamar Maria Bonita:

“Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo, nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
”.

Vertida para música por Zé Ramalho, gravada por Amelinha, a canção foi tema da minissérie global Lampião e Maria Bonita, com Nelson Xavier e Tânia Alves, exibida no início dos 80 do século passado. Só que a vida no cangaço não era nada romântica e a memória popular conservou esta quadrinha, que desde pequeno ouço os mais velhos cantarolando:

“Se alevanta, Maria Bonita
se alevanta pra fazer café
O dia já vem raiando
e a polícia já está de pé”.

Os poetas Rouxinol do Rinaré e Klévisson Viana assim descrevem a aguerrida Rainha do Cangaço na História Completa de Lampião e Maria Bonita:

“Maria Gomes de Oliveira
Amou muito a Lampião
Decidiu ser a primeira
Cangaceira do sertão
Ignorando o destino
acompanhou Virgulino
Pela força da paixão.”

O fim de Lampião é questionado por Manoel Pereira Sobrinho, poeta paraibano que se inclui entre os grandes da história do cordel:

“Não sei se foi vivo ou morto
Porque há contradição
Tem gente que afirma sim
Porém tem quem diga não
O que eu sei é que o mesmo
Nunca mais veio ao sertão.”

O próprio Lampião, admirador da poesia popular, deixou registrados em septilhas sua sina errante e os motivos que o impeliram ao crime:

“Nunca pensei que na vida
Fosse preciso brigar
Apesar de ter intrigas
Gostava de trabalhar
Mas hoje sou cangaceiro
Enfrentarei o bolseiro
O meu destino é matar.”

A Zabelê, cantador do bando de Lampião, são atribuídos os versos que se seguem, feitos logo após a chacina de Angicos:

“A viola tá chorando
Tá chorando com rezão
Tão de luto os cangacero
Tá de luto o meu sertão
A viola tá chorando
Tá chorando com rezão”.

O assunto não se esgota nestas poucas linhas e ainda falaremos sobre Lampião, Rei do Cangaço a quem o cordel deu uma áurea sobre-humana de avatar dos cavaleiros medievais. O cordel e Luiz Gonzaga, que fazia questão se apresentar com os paramentos dos cangaceiros, envergando em vez dum clavinote uma sanfona mágica. Aliás, Gonzaga um dia, como boa parte dos meninos de seu tempo, pensou em se integrar ao bando de Lampião, conforme nos informa o pesquisador Assis Ângelo em seu fundamental Dicionário Gonzagueano, de A a Z.
A conversa vai longe, mas, por hora, chega…

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

LULA ENCONTRA CÂMARA CASCUDO

LULA GARANTE PRESENÇA NA POSSE DE CRISPINIANO NETO NA ABLC

Ontem, o poeta Crispiniano Neto, Presidente da Fundação José Augusto teve uma audiencia com o presidente Luis Inácio Lula da Silva e com o Ministro da Cultura Gilberto Gil, para tratar de diversos assuntos relacionados com a cultura na terra potiguar.
Crispiniano presenteoou os dois com exemplares da caixa de folhetos ‘12 CONTOS DE CASCUDO EM FOLHETOS DE CORDEL’, organizada por Arievaldo Viana e Marco Haurélio, editada pela Queima-Bucha, de Mossoró. A obra tem a participação de 12 poetas, dentre os quais os potiguares Luiz Antonio e Antonio Francisco. São adaptações, para o cordel, de contos tradicionais recolhidos pelo folclorista Câmara Cascudo, com ilustrações do talentoso cartunista pernambucano JÔ OLIVEIRA.


Presidente e Ministro ficaram babando com o presente. Lula até rasgou a caixa, na pressa de abrir…
Ambos garantiram que marcarão presença na posse de CRISPINIANO NETO na ABLC (Academia Brasileira de Literatura de Cordel), no Rio, em data a ser confirmada.
Crispiniano Neto, que além de poeta, é um grande pesquisador da cultura popular, está escrevendo um livro intitulado ‘LULA NA LITERATURA DE CORDEL’.

ARIEVALDO VIANA

Fonte:  http://fotolog.terra.com.br/cordelnaescola:35 

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terça-feira, 15 de abril de 2008

CORDEL NA FEIRA DO LIVRO DE BOLOGNA

Livro de ARIEVALDO VIANA na Feira do Livro Infanto-Juvenil de Bolonha

A literatura de cordel, descendente brasileira do trovadorismo medieval europeu, conquista seu espaço na 45ª. FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLONHA (45th BolognaChildren’s Book Fair 2008), o mais importante evento desse gênero em todo o mundo. O livro PADRE CÍCERO – O SANTO DO POVO, do poeta popular ARIEVALDO VIANA, ilustrado com xilogravuras de JOÃO PEDRO NETO e projeto gráfico de ARLENE HOLANDA, está presente no catálogo da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ (Brazilian Section of iBbY), comemorativo aos quarenta anos da Fundação, como um dos livros infanto-juvenis altamente recomendáveis.

PADRE CÍCERO – O SANTO DO POVO é uma publicação das Edições Demócrito Rocha de Fortaleza, editora que vem apostando cada vez mais na poesia popular nordestina. Outros livros do autor, dentro dessa mesma proposta, deverão ser lançados em breve por essa grande editora.

ARIEVALDO tem livros publicados também pelas editoras IMEPH (O PAVÃO MISTERIOSO, A RAPOSA E O CANCÃO – indicado pelo MEC, PNBE 2008 e O BICHO FOLHARAL) e lançará em breve, pela CORTEZ, A AMBIÇÃO DE MACBETH E A MALDADE FEMININA, com ilustrações de JÔ OLIVEIRA.

Trechos da obra:

Eu vou narrar a história

De um grande brasileiro

Um cearense de fibra

Com fama de milagreiro

Patriarca do sertão

Padre Cícero Romão

Osanto de Juazeiro.

É o pastor do romeiro

Nesse sertão nordestino

Conduzir as multidões

Na terra foi seu destino

Sempre mostrou vocação

Já gostava de oração

No seu tempo de menino.

(…)

Com grande facilidade

Atraía as multidões

Que vinham diariamente

Dos mais longínquos rincões

Alguns traziam presentes

Outros traziam doentes

Para escutar seus sermões.

Terminadas as orações

O padre distribuía

Com pobres e maltrapilhos

Parte do que recebia

Praticando a caridade

A sua amada cidade

Rapidamente crescia.

(…)

Embora não seja santo

Perante a Cúria Romana,

O povo diz que ele é,

E seu poder inda emana.

Pois não é ditado novo:

Dizem que a voz do povo

É de Deus e não se engana.

Romeiros chegam a pé

De carro ou de avião

No túmulo do Padre Cícero

Fazem a sua oração

Visitam seu monumento

Pedindo a todo momento

Sua bênção e proteção.

(…)

Quem é ARIEVALDO VIANA

ARIEVALDO VIANA nasceu no Sertão Central do Ceará e foi alfabetizado por sua avó Alzira de Sousa Lima, em 1974, com o valioso auxílio dos folhetinhos de feira, hoje conhecidos como Literatura de Cordel. Desde criança exercita sua verve poética, tendo recebido, a princípio, as benéficas influências dos mestres Leandro Gomesde Barros e José Pacheco, dois pilares da poesia popular nordestina.

Refletindo sobre a experiência vivenciada ao lado de suaavó, criou o Projeto Acorda Cordel na Sala de Aula, que utiliza essa rica manifestação na educação de crianças, jovens e adultos.

É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel -ABLC, onde ocupa a cadeira de nº 40. Tem mais de 100 folhetos publicados e é autor de vários livros, dentre os quais destacam-se: O Baú da Gaitice (crônicas e anedotas), São Francisco de Canindé na Literatura de Cordel (ensaio), Acorda Cordel na Sala de Aula (didático), A Raposa e o Cancão (cordel infanto-juvenil ilustrado por Arlene Holanda), O Pavão Misterioso (cordel ilustrado, em parceria com o cartunista JôOliveira), além da HQ A Moça que Namorou com o Bode, em parceria com Klévisson Viana.

Fonte: http://fotolog.terra.com.br/acorda_cordel:124

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

LEANDRO E A CARNAÚBA

Vale a pena reler esse texto do poeta popular e folclorista cearense Arievaldo Viana sobre o maior autor da literatura de cordel em todos os tempos, Leandro Gomes de Barros.

LEANDRO E A CARNAÚBA

O escritor HUMBERTO DE CAMPOS plantou um pé de cajueiro e fez disso o norte de seu livro de memórias. Eu planei um pé de CARNAÚBA. Dirão vocês que um cajueiro é mais útil. Eu diria que uma carnaubeira é muito mais bonita. Imponente. Palhas abertas ao vento, lembrando o fole de um acordeón. Planta do sertão. Tudo a ver comigo. Humberto vivia em Parnaíba, cidade que o Piauí “tomou” do Ceará, impingindo de volta um Crateús muito do mal ajambrado. Hoje, abri as janelas do meu escritório para ver a chuva banhar a minha pequena carnaubeira e me lembrei… Ela viverá dois séculos, se nenhum fela-da-gaita (descendente ou não) inventar de cortá-la. Eu fico por aqui até o dia que Deus quiser. Amém!

A CHUVA é o alento maior do povo nordestino e eu, cabra véi nascido e amamentado na fazenda Ouro Preto, recanto que já foi Quixeramobim e hoje pertence ao município de Madalena, pleno Sertão Central do Estado, vivo aqui nessa diáspora metropolitana lembrando todos os dias dos meus avós, do meu gadinho de osso, da ova de curimatã e das palhas do pé de Carnaúba na beira do riacho vermelho. Aquilo sim, era vida.

O serrote dos Três Irmãos era o cenário. Dizia o velho Chico Pavio que aquilo eram três reinos encantados e que havia um dragão escondido no sopé do Olho D’água das Coronhas, onde eu ia buscar água com meu pai nos primeiros anos de minha vida. O autor de meus dias cantava trechos da ‘Batalha de Oliveiros com Ferrabrás’. Eu pensava no banho gostoso e demorado no açude dos Calixtos. “Eram doze cavaleiros/Homens fortes destemidos…”. Leandro Gomes de Barros, o autor, povoava a minha infância pela voz de meu pai. Seria melhor se ele cantasse “Juvenal e o Dragão”, que também sabe de cor. Rompe-ferro, nosso cachorro de estimação, teve seu nome extraído de um folheto de Leandro. Olho para ele, fiel e abnegado e me lembro do “Cachorro dos Mortos”. Eu, por minha vez, era o próprio Cancão de Fogo escanchado na cangalha do jumento, atento à natureza, à poesia e ao cenário.

Sinto o cheiro da chuva que acabou de cair. A carnaubeira está exultante, plena de verde e de vigor. Eu fico por aqui, até o dia em que Deus for servido. Mas o mestre Leandro viverá mais alguns séculos, pela sua poesia vigorosa e forte como o meu pezinho de carnaúba, pelo seu pioneirismo e, sobretudo, por sua indiscutível genialidade. Estou aqui, igual a chuva que acabou de cair, regando a obra do mestre.

Arievaldo Viana

http://fotolog.terra.com.br/acorda_cordel:122

 

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

LITERATURA DE CORDEL (verbete)

A literatura de cordel que imperou no Nordeste, em fins do século XIX até o terceiro quartel do século XX, é, em linhas gerais, a poesia popular impressa e herdeira do romanceiro tradicional, da literatura oral (em especial dos contos populares, com predominância dos contos de encantamento). O cordel é um dos galhos da árvore da poesia popular, como o repente também o é. Mas cordel e repente não são a mesma coisa, pois, à medida que a árvore cresce, os galhos vão se distanciando, embora estejam unidos pela origem comum.

Grandes repentistas se aventuram pelas sendas do cordelismo, a começar por Silvino Pirauá de Lima (1848-1913), um dos pioneiros da literatura popular, autor dos clássicos O Capitão do Navio e Zezinho e Mariquinha. Outros poetas que transitaram por ambas as linguagens foram José Galdino da Silva Duda, José Vila Nova (pai do famoso Ivanildo), Natanael de Lima, Severino Borges Silva, Antônio Eugênio da Silva, José Camelo de Melo Rezende, Luiz Gomes Lumerque, Francisco Sales de Arêda, e até mesmo Manoel D’Almeida Filho, todos já falecidos. Entre os vivos, vale citar José João dos Santos, o Mestre Azulão – paraibano radicado no Rio de Janeiro, um dos fundadores da feira de São Cristóvão - e Antônio Américo de Medeiros, potiguar estabelecido em Patos, Paraíba. Repentistas que se aventuram com sucesso pela literatura de cordel, apesar de raros nos dias atuais, existem. E gente do primeiro time: Geraldo Amâncio Pereira, Sebastião Marinho e Zé Maria de Fortaleza, para ficar em alguns.

Então, tiremos de uma vez por todas a dúvida: repentista não é cordelista, e cordelista não é repentista. Repentista PODE SER cordelista, e vice-versa. Mas não é regra. Quando a literatura de cordel, ou de folhetos, estava engatinhando e tomando forma, no tempo do poeta maior Leandro Gomes de Barros (1865-1918), viviam, na região do Teixeira, Paraíba, afamados cantadores, como Inácio da Catingueira, Romano da Mãe d’Água e o próprio Pirauá. Havia uma presença mais marcante da oralidade, pois, nesse tempo, eram poucos os alfabetizados. Mas, nas raras horas de ócio, as pessoas se reuniam em torno de alguém que soubesse ler, e se deleitavam com os romances fenomenais do Mestre Leandro: O Cachorro dos Mortos, Os Sofrimentos de Alzira, A Força do Amor, O Boi Misterioso. Outros poetas surgiram, alguns geniais.

A edição e a comercialização da literatura de cordel atingiram um alto grau de profissionalismo com João Martins de Athayde, poeta paraibano estabelecido no Recife, e com Francisco Lopes, pernambucano levado pela onda migratória a Belém do Pará, onde dirigiu a lendária Guajarina. Outros editores que aperfeiçoaram o comércio do cordel foram José Bernardo da Silva, sucessor de Athayde, em Juazeiro do Norte, João José da Silva, com a Luzeiro do Norte em Recife e Manoel Camilo dos Santos, que pontificou entre Guarabira e Campina Grande. Outros nomes dignos de nota são José Alves Pontes (Guarabira), Joaquim Batista de Senna, paraibano que fez história no Ceará, e Manoel Caboclo, em Juazeiro.

Em São Paulo desde os anos de 1910 existia a Tipografia Souza, fundada pelo imigrante português José Pinto de Souza. Em 1950, desta tipografia surgiu a Editora Prelúdio, já dirigida pelos irmãos (adotivos) Arlindo Pinto de Souza, filho de José, e Armando Lopes. Dois anos depois, a editora publicaria seu primeiro cordel no formato que a consagrou, com capa em policromia e tamanho maior que o nordestino (13,5X18). Era um romance chamado O Amor que Venceu, de Antônio Soares de Maria. Um dramalhão muito ruim, diga-se. No mesmo período, o ex-garimpeiro e poeta popular Antônio Teodoro apresenta alguns originais à editora. Teodoro escrevia sobre tudo, para todos. Seu cordel Vida e Tragédia do Presidente Getúlio Vargas, de 1954, escrito após o suicídio de Getúlio vendeu, na primeira edição, impressionantes 260 mil exemplares. Começa o período áureo da literatura de cordel fora do Nordeste.

(…)

Para ler na íntegra: http://recantodasletras.uol.com.br/cordel/928024

criado por marcohaurelio    13:41:51 — Arquivado em: Sem categoria
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